Seminário promovido pela Fecovinho discute Políticas Públicas e Gestão nas Cooperativas

Aconteceu nesta sexta-feira, 27, o Seminário Políticas Públicas Gestão nas Cooperativas, promovido pela Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), na sede do Sicredi Serrana, em Carlos Barbosa. O evento reuniu representantes das cooperativas filiadas à Fecovinho, sindicatos de trabalhadores rurais e lideranças do setor, para discutir inovação e cooperação, estratégias de monitoramento de custos, otimização dos recursos para aumento da rentabilidade na agricultura e cenários e gestão do futuro para a agricultura.

Entre os vários temas que foram abordados, a sucessão rural entrou na pauta como uma das grandes preocupações do setor. De acordo com o Engenheiro Agrônomo Flávio Cazarolli, que foi um dos palestrantes, este é um assunto que preocupa até o setor público, que através de seus órgãos já estão provocando essa discussão. Sua avaliação é que o tema está tanto em pauta, que já virou modismo, por isso o que precisa é aprofundar e transformar esse assunto em pesquisa e busca de conhecimento para que se possa tratar com o máximo de profissionalismo possível.

Para ele, a realidade é preocupante e não vem dando sinais de melhoras, o que se percebe é a diminuição do número de famílias na agricultura. Isso acontece por várias questões, desde a renda, estímulos e relações familiares. Por outro lado, ele entende que algo de positivo está acontecendo, cita são as palestras, discussões em torno do tema, cursos e consultorias, que estão ajudando entender mais sobre o assunto e desenvolver métodos de como atrair o jovem para permanecer na agricultura.

Flávio explica que a sucessão familiar na agricultura é muito mais uma questão humana do que tecnológica. Neste sentido, ele acredita que é preciso eliminar os conflitos e fazer o jovem sentir-se acolhido e os pais respeitados e compreendidos. Neste aspecto Flávio entende que está a maior dificuldade, pois muitas famílias começam muito tarde o processo e depois não tem como voltar atrás. Para ele o melhor momento é fazer a sucessão, não a divisão dos bens, mas a ocupação, antes dos filhos casarem, ou seja, começar cedo a educação e o gosto pela agricultura de forma a agregar valores, rendimentos e empreendimentos.

 

Foto: José Theodoro