Administração do Hospital São Carlos mostra na CICS que recuperação da instituição é fruto dos esforços em conjunto

O evento Almoçando com Câmara de Indústria Comércio e Serviços de Farroupilha (CICS), desta quinta-feira, 28, teve como palestrante a superintendente do Hospital Beneficente São Carlos (HBSC), Janete de Fátima Toigo D’Agostini. Ela fez o balanço social da instituição relatando que o Hospital ainda está com dificuldades, mas já recuperou a confiança, tanto dos colaboradores como da população. O hospital conta atualmente com cerca de 300 funcionários, 112 leitos e atende em torno de 20 mil pacientes mensais, sendo que cerca de 600 são cirurgias.

Janete relatou que bem diferente de 2017, hoje o Hospital está estruturado e pronto para o atendimento de alta complexidade. A ocupação dos leitos atinge uma taxa próxima de 70%, com uma média de 200 atendimentos por dia no Pronto Atendimento e cerca de 600 internações ao mês. A instituição abrange uma área de 34 municípios, em torno de 500 mil habitantes, tem como fonte de receitas recursos vindos da esfera federal, estadual e municipal pelos serviços prestados através do Sistema único de Saúde (SUS). Outras fontes são os convênios, mas o SUS ainda é o maior repassador de dinheiro para o HBSC. Quanto a participação dos municípios os valores entram de acordo com a renda per/capta de cada um, que vai diretamente para o Fundo Municipal de Saúde de Farroupilha e posteriormente é repassado para o Hospital.

Ela lembra que quando assumiu o Hospital em 2017, a situação era “desoladora, só para corajosos para ficaram lá dentro, tinha momentos que não dava vontade de permanecer diante do caos que estava toda a situação financeira, o desgaste da credibilidade com os fornecedores, clientes, os funcionários e a população”, conta. Ela disse ainda que a situação ainda não atingiu o ideal, mas está se caminhando para a conquista da creditação hospitalar, que é o prêmio máximo para este tipo de serviço.

Diante do quadro que se encontra o Hospital, Janete acrescenta que a maior preocupação no momento é financeira e tecnológica, na medida em que o serviço precisa estar sempre se atualizando e investindo em equipamentos de alta tecnologia. Na questão financeira, ela coloca que a administração ainda está pagando tributos do passado e com muita dificuldade para cumprir o déficit do presente. Em 2017 o HBSC tinha uma dívida em torno de R$ 39.0000.000,00 e hoje ainda deve cerca de R$ 25.000.000,00. Deste montante, 60% são dívidas com instituições bancárias, impostos e Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS).

 

Foto: José Theodoro