Claiton Gonçalves afirma que objetivo de impeachment é barrar seu o futuro político

Os vereadores de Farroupilha rejeitaram, por unanimidade, o pedido de abertura de processo de impeachment do prefeito Claiton Gonçalves, protocolado por Glacir Gomes. A assessoria jurídica da câmara deu parecer pelo não acolhimento do pedido de abertura de processo contra o prefeito.

O pedido tinha como base a aquisição de um terreno por parte do Executivo Municipal, porém o mesmo não teve a averiguação do Legislativo, conforme estabelece o artigo 97 da Lei Orgânica de Farroupilha. Munido de documentos públicos como diários oficiais, leis municipais e decretos para suplementação de rubrica a solicitação do empresário enquadra-se no decreto Lei 201/67 que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores, o qual segundo Gomes, houve crime de responsabilidade por parte do chefe do Executivo.

Porém dados específicos do denunciante, como a comprovação de ser eleitor do município (art. 5º do decreto Lei 201) não foi explicitado na denúncia, e dessa forma o parecer jurídico posicionou-se contrário a continuidade do processo por possibilitar vício procedimental.

A Procuradoria da Câmara de Vereadores  salienta que corrigidos os vícios formais, é direito do denunciante reapresentar o pedido a qualquer tempo.

O prefeito Claiton acredita que apesar desse pedido ter sido rejeitado, outros deverão dar entrada na Câmara de vereadores. Ele afirma que o objetivo de impeachment é barrar seu o futuro político ou de desgastá-lo. Segundo ele as forças políticas que atrapalham o desenvolvimento da cidade e que sempre usaram a política para fazer negócios querem que ele saia da cena política do município e da região.

 

Ouça entrevista com o prefeito Claiton Gonçalves: