Cooperativa do Vale do Cai pretende quase dobrar produção em 2020

A Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Cai (Ecocitrus) pretende chegar a 6 mil toneladas de cítricos este ano, mas a meta é atingir entre 8 e 10 mil toneladas no ano que vem. A informação é do presidente da Ecocitrus, Maique Konrad Kochenborguer, que está na cooperativa desde 1994, quando a entidade foi fundada e que este ano está celebrando 25 anos. Atualmente a produção é de 5,5 mil toneladas. Além da comercialização in natura, a maior parte da produção da laranja, bergamota, limão e lima é transformada em sucos e óleos essenciais, cuja maioria é exportada para a Europa.

Além da exportação dos industrializados, a Cooperativa participa todos os sábados das 6h às 11h30 da Feira Ecológica que acontece em Caxias na Praça das Feiras, no bairro São Peregrino. A Cooperativa tem 94 sócios que atuam em uma área de aproximadamente 350 hectares localizados dos municípios Monte Negro, Farroupilha, Harmonia,Barão, Tupandi e Salvador do Sul. Esses produtores cultivam as variedades de Satsuma Okitsu (Variedade sem semente), Comum, Cai, Pareci (variação da comum), Ponkam e a Montenegrina que chega agora em julho no mercado. Nas laranjas: são as variedades Laranja do Céu, Laranja de Suco, nas variedades seletas e comum, Laranja de Umbigo, Laranja Valência. Na espécie de limões são produzidos os Taiti, Siciliano e o Limão Bergamota.

Maique destaca que a produção de citrus, assim como outras cultivares, está vulnerável às pragas e doenças. Neste caso, a preocupação é quanto ao clima, por ser uma fruta que precisa de frio, no entanto a falta dele, provoca a proliferação da mosca da fruta, assim como a Gomose (doença que surge no solo) e a Guignard  (pinta preta). Quanto a Gomose, Maique explica que é de fácil solução por se tratar de uma doença que vem do solo, nas demais situações ao citricultores utilizam garrafas pet com suco de lima para atrair as moscas, mas não é uma medida totalmente eficiente. Para melhorar o tratamento os produtores estão fazendo o processo agroflorestal, que significa o povoamento de árvores junto ao pomar. Com isso, diminui a temperatura nesses locais e assim evita a criação dos insetos nocivos à citricultura.

Foto: Zé Theodoro