Estiagem reduz volume de água potável em nascentes e poços artesianos do interior

A seca que afeta o Rio Grande do Sul é a mais severa desde a safra 2012/2013, segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado. Na região da Serra a chuva que tem caído, mesmo de forma irregular, tem minimizado as perdas maiores no meio rural. Mas além da quebra na produção das frutas, verduras, hortaliças, grãos e leite, a seca também começa a provocar escassez de água no meio rural. Em Farroupilha, a exemplo de outros municípios, os agricultores, em maior ou menor grau, também estão enfrentando a redução da oferta d’água nas fontes, vertentes, açudes e riachos.

Alguns produtores rurais informam que já estão se ressentindo de ter água em abundância tanto para o consumo humano como para os animais. Alguns estão adotando um consumo mais consciente e usando o líquido somente para o necessário. Já em outras propriedades, medidas como proteção de fontes vêm garantindo uma boa quantidade de água.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores agricultores Familiares de Farroupilha, Márcio Ferrari, vai na mesma linha de preocupação dos produtores rurais. O dirigente afirma que a situação é preocupante, visto que a chuva que tem caído nos últimos não tem sido suficiente para mexer com as águas.

Ferrari destaca que a situação de estiagem que se está vivendo já é, de certa forma, reflexo da falta de cuidado que está havendo com o meio ambiente onde em determinadas região do país estão ocorrendo grande enchentes e em outros a falta de chuva. Márcio disse que vai conversar coma Secretarias do Meio Ambiente e Agricultura de Farroupilha para voltar com o Programa de Proteção das Fontes.

 

Ouça entrevista com proprietários rurais:

 

Ouça entrevista com o presidente do Sintrafar, Márcio Ferrari:

 

Foto: Adroir da Silva-divulgação