Livro e Exposição no Museu dos Capuchinhos resgatam memórias do Agrônomo e Naturalista José Zugno

Foi aberta na noite desta quarta-feira, 27, a exposição Memórias e Coleções do Naturalista José Zugno, que ficará à disposição para visitas até abril do próximo ano, no Museu dos Capuchinhos (Muscap), na rua General Malet, 33A, no bairro Rio Branco em Caxias do Sul. No ato da abertura da exposição foi lançado o livro “A Palmeira Humana”, um poema de Zugno, que foi resgatado pelo filho Ricardo Tando Zugno, além de grande parte da história de um dos maiores incentivadores da produção agrícola e defensores do cooperativismo, agricultura familiar, preservação do meio ambiente e da sustentabilidade, em toda a região da Serra.

José Zugno teve uma vida toda dedicada ao meio rural, mas nunca descuidou do ambiente urbano, onde foi um grande incentivador e defensor da arborização. Durante 55 anos manteve uma crônica intitulada “Vida Agrícola” no extinto Jornal Correio Riograndense, o que lhe rendeu o título de cronista de agronomia mais antigo do Brasil. Ele era Agrônomo e por 16 anos esteve frente à Secretaria Municipal da Agricultura de Caxias do Sul. Mesmo com trocas de administração, Zugno foi várias vezes convidado para o cargo, o que lhe conferiu um status acima de questões políticas. Defendeu com muita convicção o sindicalismo rural e o sistema cooperativista.

Conforme o autor, o livro surgiu a partir das histórias que seu pai contava, as quais havia presenciado em toda sua vida, no envolvimento com os agricultores. Ricardo conta que decidiu gravar o conteúdo para não se perder e depois compilar o material que chega a sete horas de áudio. Esse material foi transportado para o impresso, somando-se as pesquisas junto ao Muscap, Arquivo Histórico e depoimentos de outras pessoas, que conheceram a trajetória de José Zugno.

 

Confira as fotos da exposição Memórias e Coleções do Naturalista José Zugno:

Fotos: José Theodoro