Lixeiras feitas de papelão reciclado serão distribuídas em escolas de Farroupilha

Dentro do espírito do tema da Semana da Pátria do município de Farroupilha “Educação Ambiental e Sustentabilidade”, a secretaria municipal de Meio Ambiente vai desenvolver uma ação que visa a separação correta  dos vários tipos de lixo.

O secretário, Miguel Ângelo de Souza, informa que a secretaria adquiriu mil unidades de lixeiras  feitas de papelão reciclado. Elas serão distribuídas a partir desta semana, primeiramente para as escolas municipais e depois para condomínios e para o comércio em geral que tiver interesse. A distribuição será gratuita. Cada local receberá um conjunto com quatro lixeiras, cada uma delas identificadas para receber  separadamente papel, vidro, metal ou plástico. O secretário explica que junto com a lixeira também será fornecido um saco plástico  que será colocado dentro de cada recipiente.

Souza diz que a ideia surgiu depois que uma empresa de Bento Gonçalves, que trabalha somente com materiais recicláveis,  disponibilizou esse tipo de lixeira durante a última Feira Nacional do Kiwi realizada no município.

O secretário salienta que essa ação ocorre porque a qualidade do resíduo que vai para o aterro sanitário municipal é preocupante. “Precisamos desenvolver cada vez mais ações de educação ambiental. Quanto mais separarmos nossos resíduos, melhor será a qualidade e menor será a quantidade de lixo que irá para nosso aterro e mais longa será sua vida útil”, destaca o secretário.

Atualmente o aterro sanitário recebe aproximadamente 40 toneladas diárias de resíduos orgânicos. A estimativa de vida útil do Aterro Sanitário sem a mudança de hábitos da população é até o ano de 2028.

Em maio de 2017 a  Secretaria de Meio Ambiente de Farroupilha realizou o Workshop Gestão Pública para Cidades Lixo Zero. O evento buscou debater as questões relacionadas aos resíduos sólidos urbanos e foi conduzido por Rodrigo Sabatini, fundador do Instituto Lixo Zero.

Segundo um levantamento de Sabatini, o município investe aproximadamente R$ 10 milhões por ano com a coleta e destinação do lixo, mas este recurso pode ser economizado e o lixo pode virar uma fonte de renda altíssima se bem trabalhado. “Se pegarmos o que gastamos com o lixo e transformarmos isso em um negócio, reduziremos os resíduos no aterro e gerar emprego e renda para centenas de pessoas”, destacou.

De acordo com Sabatini, 48% do que vai para o aterro é comida que poderia ser reaproveitada como adubo, por exemplo. “Se no mundo ideal a gente transformar o lixo em lixo zero, automaticamente a gente transforma o lixo em dinheiro”, pondera. Depois, vem a parte da gestão pública, que realiza a coleta, separa os materiais recicláveis e destina para venda, gerando lucro.

Veja como usar as lixeiras feitas de papelão com o secretário municipal do Meio Ambiente, Miguel Ângelo de Souza:

 

Imagens: Celso Sgorla

Foto: Luana Rosseto de Souza