Ministro da Saúde recebe reivindicações de municípios da Serra

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros cumpriu agenda nesta quinta-feira na região da Serra.  No Hospital Geral de Caxias do Sul  o ministro anunciou a destinação de  R$ 966,5 mil anuais para a manutenção de atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS).

O hospital-escola obteve habilitação 100% SUS, após destinar todos os atendimentos ambulatoriais e hospitalares de média e alta complexidade para a população que depende da rede pública de saúde.

A retomada das obras de ampliação do HG, que começaram em 2014 e carecem de verba – cerca de R$10 milhões – para a conclusão, e que resultariam em 136 novos leitos, também entrou na pauta do encontro. A análise da disponibilidade dos recursos foi condicionada pelo ministro à criação de um pacto entre os 49 municípios atendidos pelo HG para viabilizar o custeio da operação do novo espaço. “É preciso que todas as cidades que utilizam os serviços do SUS definam a participação de cada uma na operação; depois dessa etapa, o Ministério poderá dar seguimento à obra”, explicou Barros. Conforme Sandro Junqueira, a sugestão do ministro será levada em conta e compartilhada com as lideranças locais e regionais, como condição para viabilizar a ampliação do Hospital.

 

Outra reivindicação levada pela direção do Hospital Geral, que será avaliada pelo chefe da Pasta, foi a inclusão no Fator de Incentivo ao Desenvolvimento de Ensino e Pesquisa (Fideps), dos valores referentes às bolsas dos médicos residentes dos hospitais de ensino, caso do HG. O custo mensal do pagamento das bolsas dos 94 residentes é de cerca de R$ 260 mil.

Em breve reunião com lideranças locais, regionais e imprensa, Barros fez uma prestação de contas de suas ações à frente do Ministério e aproveitou para colher as demandas e esclarecer dúvidas de representantes de municípios da região, presentes no encontro.

O ministro  também  falou sobre a situação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que estão   prontas para  o atendimento ao público, mas que as prefeituras relutam  em  iniciar  a prestar os serviços pelo temor não terem condições de  bancar com seus custos operacionais.

A UPA de Farroupilha é um desses casos onde o prédio está pronto mas  não tem previsão de  iniciar os atendimentos. O prefeitura municipal já   se pronunciou sobre essa questão e pretende  utilizar o prédio pronto da UPA para centros de especialidades por causa da falta de condições de custear o serviço ao mesmo tempo em que repassa recursos para o Hospital São Carlos, que está em meio a uma crise financeira. O ministro adiantou  que está em discussão com o Tribunal de Contas da União a destinação dos prédios das UPAs para outras finalidades. Embora não estipule prazo para definir a situação, ele demonstra otimismo de que a medida vai vigorar, fazendo com que espaços ociosos sejam usados para outros atendimentos em saúde. (ouça áudio).

 

 

Fotos: Celso Sgorla e Cláudia Velho