Policia localiza corpo da menina Nayara

Policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Caxias e do Departamento Estadual da Criança e Adolescente (Deca), de Porto Alegre. Localizaram  na tarde desta quarta-feira o corpo da  menina Nayara Soares Gomes, 7 anos na região da Represa do Faxinal.

Ainda durante a tarde  a policia já havia prendido o homem suspeito de ter envolvimento no desaparecimento de Nayara no dia 9 de março, quando estava a caminha da escola.

Na residência do homem, na rua Armindo Luiz Rech,  no bairro Serrano, a polícia encontrou  um Palio de cor branca que teria sido utilizado no rapto da menina e um saco preto com as roupas de Nayara. Ele já estava sendo monitorado pela polícia em função de ser suspeito de  um caso de estupro a criança no ano passado.

O próprio suspeito levou os  policiais até a Represa do Faxinal onde cães farejadores e policiais militares empregarem buscas por Nayara no local e localizaram o corpo que já estava em adiantado estado de decomposição.

Nayara estava desaparecida desde o dia 9 deste mês, quando saiu de casa para ir à Escola Municipal Renato João Cesa, no bairro São Caetano. Ela teria desaparecido na rua Júlio Calegari, entre os bairros Monte Carmelo e São Caetano. Desde então, familiares e forças policiais fizeram uma grande mobilização na busca por informações que pudessem levar ao paradeiro de Nayara.

O delegado regional Paulo Roberto Rosa da Silva, confirmou que o  homem preso na tarde desta quarta-feira confessou ser o autor da morte da menina,  Nayara Soares  Gomes, de sete anos. Conforme o delegado ele também é suspeito pelo estupro de uma criança de nove anos em 2017.

No depoimento o homem  confirmou que violentou Naiara e indicou o local onde estava o corpo. Ainda segundo o delegado  a menina teria sido morta no mesmo dia que foi raptada.

Para chegar a autoria do crime o delegado disse que foram  rastreados cerca de 500 veículos com as características apontadas por testemunhas até se chegar  ao autor da morte de Nayara.  Além disso, conforme relato da menina que havia sido abusada em 2017 o homem seria estrábico o que  também serviu para fechar o  cerco  ao assassino.

Paula Rosa informou ainda que o homem tinha emprego fixo numa empresa metalúrgica da cidade onde trabalhava desde 2013  e era tido como um sujeito sério e correto, acima de qualquer suspeita.