Rio Grande do Sul caminha à passos largos para se tornar zona livre da febre aftosa

O estado do Rio Grande do Sul tem grandes chances de se tornar zona livre da febre aftosa sem vacinação. Na última quinta-feira, 07, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) apresentou resultados preliminares da campanha antecipada de vacinação, realizada de 16 de março a 24 de abril, e os próximos passos do status sanitário.

Este ano, os pecuaristas gaúchos vacinaram ao menos 90,09% do rebanho de 11.254.305 milhões de animais (de um total de 12.492.170 milhões de bovinos e bubalinos). Os dados ainda estão sendo computados pela Seapdr e serão finalizados até o final de maio. Segundo o secretário da Agricultura, Covatti Filho, o percentual de 85% já é considerado satisfatório, e a cobertura vacinal deve ser maior.

Ele afirma que a decisão pela suspensão da vacinação contra a febre aftosa depende do trabalho técnico do Departamento de Defesa Agropecuária para implementar e manter as ações de controle da enfermidade, da anuência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por meio de auditorias, do interesse e comprometimento dos setores produtivos no processo e da articulação política – Executivo e Legislativo – para a sustentabilidade do programa. “Estamos preparando a secretaria para a mudança de status sanitário. Queremos tornar o Estado livre de aftosa, livre de vacina e livre para crescer e abrir mercados mais exigentes e que remuneram melhor”, ressaltou Covatti.

Passos para a evolução do status sanitário

Neste mês de maio, iniciou a contagem de um ano da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) para a certificação. Logo após, em agosto, o Mapa fará a supervisão de acompanhamento do plano de ação e marcará nova auditoria para setembro. Em seguida, o Mapa deve realizar nova auditoria e encaminhar pedido para deliberação da OIE, em outubro.  Em maio de 2021, a OIE pode reconhecer o Rio Grande do Sul como Estado livre de aftosa sem vacinação

Medidas do Estado

O Estado já apresentou o plano estratégico e os projetos técnicos e de planejamento para defesa de sanidade animal, com vigilância ativa, análise de rede e cuidados com a fronteira. De acordo com o secretário, a mudança de status sanitário será uma decisão técnica, não política. “Estamos trabalhando tecnicamente em consonância com entidades representativas do setor e órgãos governamentais e de fiscalização. Todas as decisões serão com base em análises técnicas”, garantiu Covatti.

A Seapdr elaborou plano de ação para atender às ações apontadas em relatório final de auditoria do Mapa. O plano contém 18 medidas, a maioria envolvendo correções de procedimentos como preenchimento de documentos e relatórios.

Os dois principais apontamentos dizem respeito à contratação de 150 auxiliares administrativos para ampliar o quadro de pessoal e de fiscalização e a aquisição de 100 veículos, sendo 72 pelo Estado e 28 pelo governo federal. Segundo o secretário adjunto da Seapdr, Luiz Fernando Rodriguez Junior, o Estado deve atender as medidas dentro do prazo estipulado, que é em agosto deste ano.

 

Fonto: divulgação