Setor vitivinícola vê com dúvidas benefícios com acordo de livre comércio

O acordo do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia (UE) concluído na última sexta-feira, dia 28 para o livre comércio entre os dois blocos, não foi recebido com muita expetativa pelo setor vitivinícola. A preocupação foi manifestada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Oscar Ló, por analisar que a viticultura com sua carga tributária elevada, será prejudicada e terá dificuldades para enfrentar a concorrência, já que vai competir com países como Itália, França, Espanha e Portugal. Ele recorda que esses países tem produção subsidiada pelos seus respectivos governos, ao contrário do Brasil.

Oscar Ló lembra que as entidades ligadas ao setor, já vem há tempo negociando com o governo federal, uma medida compensatória para equilibrar o peso dos impostos. Essa proposta já foi apresentada ao governo que tomou conhecimento de que na região, a maioria dos agricultores tem a parreira como sua principal produção e consequentemente a uva e o vinho se tornam a principal economia de alguns municípios. Ele acredita que medidas como financiamento para o produtor e apoio no seguro agrícola, assim como linhas de financiamentos para as vinícolas e redução dos impostos, podem amenizar o impacto no setor.

 

Foto: Dandy Marchetti/Ibravin