Vacinação contra a febre amarela no meio rural é prorrogada

A campanha de vacinação contra a febre amarela no meio rural em Farroupilha, foi prorrogada até o fim do mês de agosto. A coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Fernanda Borkhardt, informa que o objetivo é atualizar a situação vacinal e aplicar a dose em pessoas de 9 meses a 59 anos de idade que não estão imunizadas. Equipes da secretaria da Saúde estão visitando as famílias do interior para aplicar a vacina.

Desde 2017, o Brasil passa pelo maior surto de febre amarela da história recente. Entre 2008 e 2009, o Rio Grande do Sul registrou 21 casos de febre amarela, dos quais 9 evoluíram para óbito. Todos eram residentes em área rural e não vacinados. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a infecção acontece quando uma pessoa que nunca contraiu a febre amarela ou tomado a vacina circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado.

Diante deste cenário várias medidas foram adotadas, como a intensificação do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, dengue, zica e chicungunya e a vacinação das pessoas na faixa etária citada.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra ela circula em áreas florestais e é picada por um mosquito infectado. Ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti no meio urbano.

Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos.

Ouça a entrevista com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Fernanda Borkhardt:

 

Foto: Governo Federal