Gente que Faz: o convidado deste sábado é o professor e futuro Diácono Permanente Márcio José da Rosa Barreto
O convidado do programa Gente que Faz, deste sábado, dia 09 de agosto é o professor e futuro Diácono Permanente, Márcio José da Rosa Barreto. Ele nasceu no dia 20 de abril de 1978, na cidade de Pelotas RS. Tem 47 anos completos e é filho de pequenos agricultores do interior de Canguçu RS.
Márcio também é professor de música e e animador litúrgico, dom que considera uma graça da padroeira da sua comunidade, Santa Cecília, padroeira dos músicos sacros. Ele lembra que quando comecou a participar do grupo de jovens aprendeu tocar violão e se apaixonou pelo serviço da igreja. Um dia participando da missa, vendo o jeito do Padre, conta que lhe deu um estalo, o que o fez pensar. “Se ele é um Padre, eu também posso ser um. Foi assim que despertei vocacionalmente”, conta.
Segundo Márcio seu professor de violão, foi o atual Bispo de Bagé, Dom Cleonir Dalbosco, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul. Ele garante que a música lhe abriu muitas portas, desinibição, serviço pela comunidade e trabalho. Foi quando chegou em Caxias, que começou aprimorar o canto coral.
Ele esteve na Ordem dos Capuchinhos, como estudante e religioso entre 1996 e 2005. Durante três anos, de 1999 até 2001 se afastou da Congregação para fazer uma experiência concreta no mundo do trabalho, quanto adquiriu alguns bens, pagou aluguel, namorou e realizou viagens. Márcio conta que ao final de 2001 não estava feliz com seus rumos pessoais, por isso pediu reingresso nos Capuchinhos e foi aprovado.
Sua segunda passagem com os Capuchinhos foi de quatro anos. Fez Postulantado em Caxias do Sul e Noviciado em Marau. No ano do Noviciado aprendeu rezar a liturgia das horas e a cantar os salmos, chegando a vestir o hábito religioso de São Francisco e professar os primeiros votos em 04 de outubro de 2003. Depois disso fez Pós Noviciado em Flores da Cunha e Canoas. Em Canoas estudou Teologia na ESTEF em Porto Alegre.
Ele revela que a Teologia provocou muitos questionamentos na sua vocação. “Fiquei muito impressionado com o olhar científico sobre a Fé. Fui me desmotivando pela opção religiosa. O tempo de oração foi se tornando escasso e a dúvida em permanecer foi se acentuando em mim”, revela. Ao final de 2005, com muito diálogo, solicitou ao seu formador a dispensa da Fraternidade.
Márcio retorna para Caxias do Sul, onde já conhecia muitas pessoas e a Igreja Imaculada Conceição, para buscar atividade como professor de violão. Ele já havia atuado em anos anteriores, quando estudante. Procurou trabalho nos colégios particulares como professor, devido a sua formação em filosofia. Encontrou acolhida e uma possibilidade de trabalho no Colégio La Salle Caxias, onde está até hoje. Em 2018 começou trabalhar também no Colégio São José, com os componentes: Filosofia, Ensino Religioso e Projeto de Vida.
Márcio é formado em Filosofia com Bacharelado e Licenciatura e Licenciatura em História. Fez também, duas pós-graduações: Psicopedagogia nas relações institucionais e Ensino Religioso Escolar.
Quando retornou para Caxias, encontrou Mônica, hoje sua esposa, e segundo ele, houve um interesse mútuo. Se casaram em abril de 2007, cujo casal tem três filhos: Antônio, Francisco e Bernardo. Atualmente continua atuando na matriz Imaculada diretamente inserido nas organizações da liturgia, grupos de oração (terço dos homens), equipe de leitores e equipe de músicos.
Em 2022, seu nome foi sugerido pelo pároco para ingressar na Escola Diaconal da Diocese de Caxias do Sul, onde conclue a formação em dezembro deste ano.
Confira a entrevista:
Primeiro bloco
Segundo Bloco
Terceiro Bloco



