Ação do Santuário de Caravaggio se encerra com milhares de intenções de missa para enlutados pela Covid-19

A ação “Vida que cuida da vida”, organizada nesta segunda e terça-feira, 29 e 30 de março, pelo Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, atingiu seu objetivo ao chamar a atenção para a celebração da esperança e da valorização da vida diante do difícil cenário enfrentado. Ao todo, 23,4 mil pessoas acompanharam as transmissões das missas e terços pela internet, celebrados na segunda e terça-feira, além da audiência da Rádio Miriam Caravaggio. Só no Facebook, foram quase 7 mil pessoas solicitando oração por algum ente/familiar.

Para se ter ideia da representatividade da ação, o alcance dos conteúdos nas redes sociais chegou a mais de 93 mil pessoas. A ação também contou com engajamento da imprensa nacional e internacional, ocupando noticiário de países como Itália e Alemanha. No Brasil, o conteúdo alcançou diferentes Estados, incluindo veículos de São Paulo e Minas Gerais, além da aparição em noticiário de alcance nacional na televisão aberta.

Nos comentários nas redes sociais, cada devoto solicitou orações para diversas pessoas, multiplicando o número de intenções de preces e compartilhando a verdadeira intenção da ação. A iniciativa do Santuário buscou momento de reflexão, conforto e muita oração para as famílias enlutadas.

A AÇÃO “VIDA QUE CUIDA DA VIDA”

Na segunda-feira, 29, como parte da programação da ação “Vida que cuida da vida”, mil cruzes brancas, feitas de madeira e pintadas de branco, foram posicionadas em frente ao Santuário para lembrar as 300 mil vidas perdidas no país. Criadas por voluntários e cujo material não onerou custo algum ao Santuário, as cruzes foram retiradas ao final da segunda-feira, e ficarão guardadas para eventuais atividades religiosas do Santuário. Nos dois dias, segunda e terça, missas e récitas de terço incluíram os pedidos feitos por pessoas enlutadas nos mais diversos cantos do país.

“Quando eu vi a notícia do Santuário, lembrei na hora do meu irmão falecido pela Covid. Lembro dele todos os dias. Quem não sentiu na carne essa perda não sabe a dor que é. Quando vi as cruzes, na missa que acompanhei pela internet, parece que brilhou uma esperança de podermos enviar para ele uma oração. Eu sei que ele vai gostar de ter o nome lembrado, porque nem velório meu irmão pode ter”, desabafa a auxiliar administrativa Deise Bazzanelo, de Nova Santa Rita, que perdeu o irmão Carlos, de 68 anos, para a Covid-19.

Além de difundir a mensagem do cuidado da vida com o próximo diante de uma pandemia, a ação alcançou outro objetivo importante nesta Semana Santa ao lembrar o verdadeiro significado da cruz, símbolo católico que, como já definiu Papa Francisco, “não deve ser visto como mobília da casa ou ornamento para vestir: é um chamado ao amor com o qual Jesus se sacrificou para salvar a humanidade do mal e do pecado”.

“O Santuário é de todos, o Santuário é bem quisto por todos e deve ser sempre um sinal de paz, de religiosidade. A gente quer pensar juntos e trabalhar pela unidade. O momento é de união e nós escutamos as opiniões, acolhemos, refletimos. Recebemos inclusive muitas sugestões sobre a ação, e sobretudo fizemos nossa homenagem. Esperamos poder ter colaborado com a comunidade e amenizado a dor de quem não teve o momento de despedida de seu ente”, pontua o padre Gilnei Fronza.

Texto: Raquel Fronza
Foto capa: Lucas Amorelli
Fotos matéria: Ana Demoliner e Lucas Amorelli