Aprendizado das crianças: psicopedagoga Laura Nardi orienta pais sobre desafios no isolamento

A pandemia provocou mudança na rotina de todos os cidadãos, seja no trabalho, na educação ou no lazer. As escolas do Rio Grande do Sul, por exemplo, estão fechadas desde março. Com isso, crianças e adolescentes passaram a estudar de suas casas, dentro do possível, com ensino remoto. Para os pais, esse período tornou-se ainda mais desafiador pois, além do cuidado das crianças, o trabalho, as questões financeiras, o medo com relação à saúde, eles acabaram tendo a educação dos filhos muito mais próxima e, assim, se sentindo mais responsáveis pela mesma.

Diante disso, os pais estão ficando angustiados com o cenário e não estão sabendo, ao certo, como agir. Para compreender melhor os desafios que estão sendo enfrentados pelas famílias, principalmente na relação entre alunos/pais/escola, nós conversamos com a psicopedagoga Laura Cristina Nardi, que tem formação em pedagogia e habilitação em educação infantil, para saber como lidar com esses desafios.

OLHAR PARA O QUE É NECESSÁRIO

A psicopedagoga explica que esse não é o momento de se preocupar com o quanto o filho está conseguindo aprender os conteúdos da escola ou quanto ele está atrasado em comparação com os colegas de turma. “Infelizmente a gente compara: ‘meu filho não está lendo, mas os colegas já estão lendo’. Então, vem uma cobrança extrema dos pais”, explica Laura. Ela orienta os pais a terem calma e olharem para o que é realmente necessário nesse momento e, principalmente, para o que é possível ser feito.

DIÁLOGO COM A ESCOLA

Laura orienta que uma das principais atitudes que devem ser tomadas em caso da rotina estar agitada, de não estar conseguindo acompanhar as crianças no aprendizado, é conversar com a escola. Buscar diálogo com o professor, com a coordenação, explicar o que está acontecendo e, se preciso, solicitar que trabalhem com um ritmo mais lento. A profissional afirma que não é tempo de ficar se enfrentando. “A gente está com uma ansiedade muito grande e o pessoal da escola também está assim”, lembra.

A TERAPIA DA CRIANÇA É BRINCAR

Os adultos possuem atividades e hobbies que os fazem relaxar, esvaziar a mente, depois de um dia cansativo em meio à rotina corrida. A psicopedagoga explica que, para as crianças, essa terapia ocorre através das brincadeiras. “É imprescindível ter tempo e espaço para brincar”, afirma. Esse exercício é fundamental para a saúde mental da criança e evita a angústias, a ansiedade, entre outras coisas. Além disso, é necessário os pais terem cuidado com a cobrança excessiva, pois cada criança tem o seu tempo certo para o aprendizado.

BUSCAR AJUDA

Se os pais perceberem uma alteração comportamental na criança, como, por exemplo, está chorando muito, está irritada ou apática, é importante buscar ajuda profissional.

 

Ouça a entrevista com a psicopedagoga Laura Cristina Nardi:

 

Foto: Pixabay