Empresas apresentam estudo sobre abastecimento de água e saneamento básico em Farroupilha

Duas empresas do setor de saneamento básico manifestaram nesta segunda-feira, 28, interesse em assumir os serviços de água e esgoto de Farroupilha. Conforme o prefeito Claiton Gonçalves, os serviços hoje oferecidos pela Corsan deixam muita a desejar e por isso a prefeitura está buscando outras alternativas para suprir essa demanda reprimida.

O Grupo Maciel, empresa de consultoria com sede em Porto Alegre e associada a Russell Bedford International, e o consórcio Ysanso/Aviva, de São Paulo, divulgaram quanto pretendem investir e quais seriam as prioridades a curto, médio e longo prazo .

As propostas apresentadas pelo Grupo Maciel, empresa de consultoria com sede em Porto Alegre e associada a Russell Bedford International, e o consórcio Ysanso/Aviva, de São Paulo, surgiram por meio de um edital de procedimento de manifestação de interesse (PMI), em que a prefeitura fez uma chamada pública para ouvir empresas com capacidade técnica para desenvolver e apresentar estudos de viabilidade e soluções para o saneamento.

Em junho foram assinados os termos de autorização e a partir daí um intenso estudo da situação de saneamento na cidade foi realizado e protocolado na última segunda. Agora uma comissão técnica nomeada em portaria fará a análise dos estudos e, após, o prefeito levará ao conhecimento da população em audiência pública que deve ocorrer nas próximas semanas.

O prefeito Claiton Gonçalves lamentou o não cumprimento do contrato por parte da Corsan em alguns quesitos, mas garantiu que não é isso que está sendo discutido. Segundo o prefeito, água é vida e o que está em jogo é a saúde da população, que paga caro por um serviço, que não está atendendo as necessidades do município. “Respeitamos essa relação contratual estabelecida, mas estamos preocupados com questões que vão além do contrato”, ressaltou o prefeito. “O assunto água é prioridade deste governo e em oito a 10 meses nós vamos definir se a Corsan vai continuar ou vai mudar de lado”, concluiu.

Para Claiton Gonçalves Farroupilha vive hoje a constante falta de água, além da não ter estratégia para o saneamento. “Não temos nenhum metro cúbico de esgoto tratado. É preciso olhar para a expansão da rede, para o cercamento das áreas de reserva e o tratamento do esgoto”, apontou o prefeito.

 

PROPOSTAS APRESENTADAS

Grupo Maciel Russell Bedford

Investir R$ 160 milhões ao longo do período de contrato, estimado em 35 anos, sendo o maior montante nos primeiros 10 anos, focando na coleta e tratamento de esgoto e distribuição de água. O investimento poderia se dar a partir de três cenários:

1 – A iniciativa privada gerenciaria o saneamento de Farroupilha por meio de uma concessão comum, no qual a vencedora da licitação assumiria os investimentos e todos os riscos.

2 – A gestão do saneamento ocorreria por meio de uma parceria público-privada, em que o município assumiria 50% dos riscos do investimento e o restante ficaria sob a responsabilidade da iniciativa privada.

3 – A gestão seria compartilhada, mas 30% dos riscos do investimento seriam assumidos pelo município e o restante pela iniciativa privada.

Consórcio Ysanso/Aviva

Investiria R$ 150 milhões na coleta e tratamento de esgoto e R$ 63 milhões no tratamento e na distribuição de água, totalizando R$ 213 milhões. Nos primeiros cinco anos de contrato, seriam investidos R$ 20 milhões na água e R$ 39 milhões no esgoto. Em 13 anos, Farroupilha teria 100% de tratamento de esgoto, sendo 80% por separador absoluto e 20% por fossa séptica.

Ouça a entrevista com Luiz Staudt, do Grupo Maciel e o presidente do consórcio Ysanso/ Aviva, Ítalo Joffily:

 

Foto: Rodrigo Martins

 

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