Padre Ricardo Fontana: aos Jovens, esperança!

“Busquem um ideal”, é a exortação do Papa, que nos encoraja: “O Senhor tem para cada um de nós um desígnio. Cada um deve tentar entender o que o Senhor quer de nós. Perguntem ao Senhor na oração: que quer de mim?”

A Igreja Católica viverá o Jubileu ordinário do ano de 2025 que acontece no período de 24 de dezembro de 2024 a 06 de janeiro de 2026. A esperança é a mensagem do Jubileu, que, segundo uma antiga tradição, o Papa proclama de vinte e cinco em vinte e cinco anos a Celebração de um Ano Santo, que tem sua origem mais remota na tradição judaica do jubileu (yobel), como tempo de perdão e reconciliação. Representa uma oportunidade especial para meditar sobre o grande dom da misericórdia divina que sempre nos espera e sobre a importância da conversão interior, necessárias para poder viver os dons espirituais oferecidos aos peregrinos durante o Ano Santo, tornando novo o vínculo que une os batizados, como irmãos e irmãs em Cristo, com toda a humanidade amada por Deus.

No caminho rumo ao Jubileu de 2025, o Papa Francisco quis que este ano de 2024 fosse dedicado à oração, convidando a Igreja a intensificar a oração como diálogo pessoal com Deus, um convite que deve levar-nos a refletir sobre a nossa fé, sobre o nosso compromisso no mundo de hoje, nas diversas áreas que somos chamados a viver, para que possa ser alimentada uma renovada paixão pela Evangelização do homem.  Além de beber a esperança na graça de Deus, somos também chamados a descobri-la nos sinais dos tempos, que o Senhor oferece.

Como afirma o Concílio Vaticano II, “é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas”. Por isso, para não cair na tentação de nos considerarmos subjugados pelo mal e pela violência, é necessário prestar atenção ao bem que existe no mundo. Porém, os sinais dos tempos, que contêm o pulsar e a respiração do coração humano, ausente da presença salvífica de Deus, pedem para ser transformados em sinais de esperança. E de sinais de esperança também têm necessidade aqueles que, em si mesmos, a representam: os jovens. Muitas vezes, infelizmente, veem desmoronar-se os seus sonhos. Não podemos abandoná-los: o futuro funda-se no seu entusiasmo.

Como é belo vê-los irradiar energia, por exemplo, quando voluntariamente fazem um esforço e se comprometem nas situações de calamidade e ações sociais, mas é triste ver jovens sem esperança; que vivem o presente na melancolia e no tédio quando o futuro é incerto e impossível a realização de sonhos e a busca do efémero criam nos jovens, confusão e escondem-lhes a beleza e o sentido da vida. É natural que um caminho de oração com os jovens tenha um claro cunho vocacional. Um caminho de oração com os jovens não pode deixar de tocar as suas questões sobre os afetos e as relações, os medos e os desejos. É precisamente o silêncio e a intimidade da oração que podem ser o lugar para contar ao Senhor o emaranhado do próprio coração e receber d’Ele palavras de vida: “se entrares na sua intimidade e começares a conversar com Cristo vivo sobre as coisas concretas da tua vida, esta será a grande experiência, será a experiência fundamental que sustentará a tua vida cristã” (Ex. Ap. Christus Vivit (CV), 25 de março de 2019, n. 129).

A juventude é o tempo em que se olha e se constrói o próprio futuro, também ao serviço dos outros. Ajudar os jovens a rezar significa ajudá-los a sonhar e a buscar o próprio futuro com o Senhor, percebendo-O como um companheiro confiável.

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