Diocese de Caxias do Sul participa de encontro de ecônomos da CNBB, em Brasília

Entre a terça e a quinta-feira, 19 a 21 de maio, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou o Encontro de Ecônomos na Casa Dom Luciano, em Brasília. Com o tema “Gestão Eclesial em tempos de mudanças: desafios econômicos, pastorais e éticos”, o evento reuniu ecônomos, bispos, padres, religiosos e leigos de diversas dioceses do país para um tempo de formação, partilha de experiências e aprofundamento sobre a administração dos bens da Igreja.

O Rio Grande do Sul teve a representação de um grupo de 15 pessoas entre ecônomos e colaboradores de diversas arqui/dioceses. A Diocese de Caxias do Sul foi representada pelo ecônomo, padre Jaime Luiz Gusberti, e pelo supervisor da Cúria diocesana, Paulo José Echer. Além deles o senhor Ildo Benincá, que também presta assessoria para a Diocese também participou da atividade.

Conforme Paulo Echer, a abordagem dos temas nas palestras e partilhas ressaltou os desafios encontrados hoje para administrar os bens da Igreja. Com os avanços tecnológicos muito acelerados, a gestão administrativa precisa estar atualizada e acompanhar estas mudanças. “Estamos inseridos em uma sociedade e nela existem leis e regras que, mesmo sendo Igreja, não estamos fora desta realidade. Aliás, como administradores dos bens da Igreja estamos sujeitos às leis civis e canônicas, tornando nossa responsabilidade ainda maior. Administrar os bens da Igreja de forma ética e transparente é também uma forma de evangelizar”.

O encontro teve a participação de membros da presidência da CNBB e do Núncio Apostólico, Dom Giambattista Diquattro, que destacou a desafiadora missão do ecônomo, juntamente com o bispo, clero e Conselhos para Assuntos Econômicos (CAEC). “Devemos definir processos robustos: planejar, executar, acompanhar e avaliar o andamento da gestão como um todo”, aponta Paulo.

A importância dos CAECs, bem conscientes da sua missão, com transparência total e em comunhão com o pároco, bispo e cúria, na prestação de contas como modo de viver a sinodalidade a serviço da evangelização também foi destaque no encontro. “Estamos em um momento de mudança na legislação brasileira: a Reforma Tributária. Ela manteve o nosso direito à imunidade tributária, mas seremos afetados pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) devido ao Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Assim a nossa responsabilidade na prestação de contas deve ser mais técnica e transparente. Somos sempre alvo de fiscalização da Receita Federal”.

“Diante de tudo o que escutamos neste encontro, percebemos que, em nossa Diocese, estamos caminhando no sentido correto, mas ainda temos ‘um logo caminho a percorrer'”, apontou Paulo. É importante o empenho e o envolvimento de todas as lideranças, tanto administrativas como pastorais. “Os encontros que estamos realizando nas regiões pastorais é de grande importância para que todos caminhemos na mesma direção. Lembrando que quando administramos mal os bens: sofre a Igreja, a missão e o povo de Deus”, concluiu.