Diocese de Caxias do Sul realiza Missa do Crisma com a bênção dos Santos Óleos em Caravaggio

O Santuário de Caravaggio sediou na manhã desta Quinta-feira Santa, 14, às 9h30, a Missa do Crisma, com a presença do bispo Dom José Gislon e o clero da Diocese de Caxias do Sul. A celebração contou com a bênção dos Óleos Santos do Batismo e da Unção dos Enfermos e a consagração do Óleo do Crisma, utilizados para ministrar os sacramentos ao longo do ano. Além disso, os padres renovaram as promessas do sacerdócio, uma vez que na Ceia, Jesus pediu que os apóstolos atualizassem o mistério com o Pão e o Vinho, que se transformam em Corpo e Sangue de Cristo e, assim, instituiu o sacerdócio.

Para o bispo Dom José, a Semana Santa é tempo especial e propício para renovar a fé. “Desejo ardentemente que o clero e todos os diocesanos façam uma caminhada espiritual, que fortaleça a comunhão pessoal de cada um com o Ressuscitado, com os irmãos e irmãs, na comunidade e na sociedade, porque somos povo de Deus, a caminho da Casa do Pai”, destacou.

OS ÓLEOS SANTOS

A origem do uso dos óleos nos sacramentos é bíblica, com referências a cada um deles na tradição e no magistério da Igreja. Antes do Concílio Vaticano II, o óleo usado nos sacramentos devia ser exclusivamente o azeite de oliveira. Mas, considerando a dificuldade de se conseguir a matéria prima em algumas localidades, o Papa Paulo VI ouviu o pedido de numerosos bispos e permitiu a adoção de outro tipo de óleo, “o qual, todavia, deve ser extraído de plantas, enquanto é mais semelhante à matéria designada na Sagrada Escritura”, segundo definiu na Constituição Apostólica Sacram Unctionem Infirmorum – sobre o Sacramento da Unção dos Enfermos.

QUAIS SÃO OS ÓLEOS

Os Santos Óleos preparados na Quinta-feira Santa estão relacionados aos Sacramentos. Há os óleos abençoados, que são o dos Catecúmenos e dos Enfermos; e o óleo consagrado, o Santo Crisma. O Óleo dos Catecúmenos é utilizado no Sacramento do Batismo, quando é ungido o peito da pessoa que será batizada. Já o dos Enfermos é conferido àqueles “que estão doentes em perigo de vida, ungindo-os na fronte e nas mãos”. Esses dois óleos são abençoados na Missa matutina da Quinta-feira Santa.

O ÓLEO DO CRISMA

Já o Óleo do Crisma é consagrado durante a celebração, e exclusivamente pelo bispo, no Rito Romano. Além dessa distinção em relação aos outros dois, ele recebe durante a consagração a mistura do bálsamo, o que lhe confere um cheiro agradável, e também o sopro do bispo, como sinal do Espírito Santo.

O Pontifical Romano ensina que “é com o santo crisma consagrado pelo bispo que os recém-batizados são ungidos e que os confirmandos são marcados”. Assim, após receber a água do batismo, é feita a unção pós batismal com óleo do Crisma, cuja oração pede que o Espírito Santo consagre aquele novo cristão com o óleo santo “para que participem da missão do Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei, e sigam os passos de Jesus permanecendo no seu povo até a vida eterna”.

Também são ungidos com o óleo consagrado aqueles que recebem o Sacramento da Crisma, conferido enquanto o ministro traça o sinal da cruz sobre a fronte do crismando e pronuncia as palavras da fórmula. E ainda os ministros ordenados, sendo os presbíteros nas mãos e os bispos na cabeça.

O CHEIRO AGRADÁVEL

O bálsamo misturado ao óleo faz com que este signifique a plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”.

Confira as fotos da Missa do Crisma:

Fotos: Gleici Trois