Dom José Gislon avalia caminhada da 62ª AG da CNBB: diretrizes, evangelização da juventude, tutela de menores

Em meio ao clima de oração e fraternidade no Santuário Nacional de Aparecida, a 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) avança em pautas decisivas para o futuro da Igreja no país com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Ao todo 375 bispos participam da atividade que segue até a próxima sexta-feira, 24 de abril.

A delegação do Rio Grande do Sul é composta por 26 bispos. Participam da 62ª Assembleia Geral os quatro arcebispos metropolitanos, 14 bispos diocesanos, os quatro auxiliares de Porto Alegre e outros quatro eméritos. A Diocese de Caxias do Sul é representada pelo bispo diocesano, Dom José Gislon, e pelo bispo emérito, Dom Alessandro Ruffinoni.

Dom José Gislon aponta a colegialidade dos bispos como ponto de unidade da Igreja no Brasil. “É um momento de encontro, de convivência e, acima de tudo, de fortalecimento da missão a partir da realidade desse encontro. Cada bispo leva sua experiência de uma Igreja Particular para outra realidade, fortalecendo a dimensão fraterna que envolve todo o povo de Deus”, afirma

O tema central da 62ª Assembleia Geral é a aprovação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto é fruto de um trabalho minucioso de quatro anos para dar as linhas mestras da caminhada eclesial em todo o país, sendo um instrumento para a implementação das definições do Sínodo sobre a Sinodalidade. “É um trabalho que exige diálogo e escuta para incorporar todas as observações, enriquecendo o texto que dará as orientações a atividade da Igreja nos próximos anos”, explica Dom José.

A atualização do Documento 85, que trata da evangelização da juventude, também está no debate. Com quase 20 anos de existência, o documento precisa responder aos novos desafios sociais e tecnológicos. Dom José enfatiza que o olhar da Igreja deve ser especial não apenas para os jovens, mas para todo o processo de iniciação à vida cristã, acolhendo desde crianças até adultos que buscam a formação católica.

 

Compromisso com a Proteção e a Tutela de Menores

A 62ª Assembleia contou com a presença de representantes da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores da Santa Sé, que deu orientações sobre a política de proteção e cuidado nos espaços eclesiais e a assinatura do protocolo de intenções entre o organismo do Vaticano, a CNBB e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Dom José Gislon enfatiza a responsabilidade da Igreja na prevenção de abusos. “A Igreja é mãe. Como mãe, ela tem que cuidar e ser protetora da vida, não daquela que favorece o ferimento da vida”.

Neste sentido, Dom José destaca que a Diocese de Caxias do Sul tem dado passos concretos com a criação da Comissão de Proteção e Tutela de Menores e Vulneráveis, em 2025, e a elaboração do Protocolo de Conduta Pastoral em Relação a Menores e Pessoas Vulneráveis, além da formação e orientação aos padres, candidatos ao diaconato e lideranças leigas. “Muitas vezes, uma pessoa ferida nessa dimensão pode ser aquela que vai ferir outras no futuro. É preciso saber curar as feridas daqueles que foram fragilizados”, conclui.

Com informações assessoria de comunicação da Diocese