Gabinete da Primeira-Dama e Coordenadoria da Mulher participam de reunião mensal do RS Seguro
O Gabinete da Primeira-Dama e a Coordenadoria da Mulher de Farroupilha participaram, nesta quarta-feira, 30 de setembro, da reunião mensal do RS Seguro, realizada na sede da Polícia Civil. O encontro reuniu representantes das forças de segurança e representantes do executivo municipal para avaliar dados da segurança pública.
A integração entre os órgãos contribui para o planejamento e a atuação do município em diferentes áreas, com atenção especial, neste encontro, à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
O delegado da Polícia Civil, Fernando Cruz Alexandre, destacou a importância da integração entre os diferentes órgãos para fortalecer as ações desenvolvidas no município.
“Esse trabalho conjunto é fundamental, porque a integração entre os diferentes órgãos permite compartilhar informações, avaliar as necessidades do município e fortalecer as ações em diferentes áreas. Quando conseguimos atuar de forma articulada, também ampliamos a capacidade de prevenção, de orientação e de atendimento às situações que chegam até a rede”, comentou.
No encontro, a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher estiveram entre os temas discutidos, considerando a importância da atuação conjunta para ampliar a proteção e os caminhos de acolhimento e denúncia.
Esse trabalho se soma às iniciativas desenvolvidas pelo Município na prevenção e no enfrentamento à violência contra a mulher, como os programas Me Respeita e Eu Respeito, além de ações de conscientização sobre a Lei Maria da Penha. O Município também conta com a Coordenadoria da Mulher e o Centro de Referência da Mulher, que oferecem acolhimento, orientação e encaminhamento às vítimas.
A Primeira-Dama, Juliane Lazzari Tomazini, destacou que a prevenção precisa ser construída de forma permanente e começa pela educação. Para ela, levar informações para crianças e adolescentes contribui para a formação de uma cultura baseada no respeito e na empatia, que pode ultrapassar o ambiente escolar e chegar às famílias e às futuras gerações.
“A gente precisa investir na educação desde cedo. Buscamos levar nossos programas para as escolas, empresas e para toda Farroupilha, para, além de informar, incentivar a busca por ajuda. É através da educação que conseguimos formar nossas crianças para que cresçam de forma consciente. Quando uma criança escuta o que apresentamos no programa Me Respeita Mirim, por exemplo, acreditamos que estamos plantando uma semente para o futuro”, destacou.
A coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Silvana de Lima, ressaltou que a integração dos serviços é fundamental para garantir respostas mais rápidas e qualificadas às mulheres que procuram ajuda.
“Hoje temos uma comunicação muito direta com os serviços e, quando uma situação chega até nós, conseguimos fazer os encaminhamentos necessários e mobilizar os diferentes profissionais. Ao mesmo tempo, precisamos continuar investindo em educação e prevenção, porque muitas mulheres ainda não conseguem denunciar. Quando elas passam a conhecer seus direitos e percebem que existe uma rede preparada para acolhê-las e protegê-las, ganham mais segurança para buscar ajuda. Esse é um trabalho contínuo, que precisa envolver toda a sociedade e, principalmente, começar desde cedo com as crianças e adolescentes”, reforçou.
A assistente social Karina Dalló, que integra a Coordenadoria da Mulher, reforçou o papel do acolhimento e da escuta no atendimento às vítimas. A partir desse primeiro contato, são apresentadas orientações e realizados os encaminhamentos necessários, considerando cada situação. O serviço também conta com profissionais como psicóloga e advogada, ampliando o suporte oferecido às mulheres.
A soldado da Brigada Militar Julia Linhati de Oliveira Gomes, que atua em conjunto com a Coordenadoria da Mulher e também participa das palestras do programa Me Respeita, destacou outro desafio presente no enfrentamento à violência: o rompimento do ciclo de violência e a continuidade das medidas de proteção.
“Muitas vezes, a mulher acaba voltando atrás por questões como a dependência emocional e financeira, a preocupação com os filhos ou até pelo receio do que as pessoas vão pensar. Por isso, é importante que ela tenha orientação e saiba que existe uma rede que pode acolhê-la e ajudá-la nesse processo”, destacou.
A reunião também ocorre às vésperas de uma marca importante para Farroupilha: no início de outubro, o município completa três anos sem registro de feminicídio. O período reforça a importância da continuidade das ações de prevenção, conscientização, acolhimento, denúncia e articulação entre os diferentes serviços.



