Vereador mostra montanha de lixo ao suspeitar falha no tratamento dos resíduos no aterro em Farroupilha

“Uma montanha prateada”, essa foi a expressão utilizada pelo vereador Roque Severgnini (PSB) para ilustrar a quantidade de lixo orgânico depositado no Aterro Sanitário de Farroupilha, localizado no bairro América. A denúncia com fotos, na sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira, 10, alerta o governo municipal da gravidade dos fatos. As imagens e vídeos mostram dezenas de urubus sobrevoando e se alimentando no local, o que denuncia que o líxo não tendo a destinação correta. “Cenas que há muitos anos não se viam mais, de urubus sobrevoando o aterro sanitário, um odor exalando para os bairros vizinhos, e com certeza a poluição do solo”, suspeita Roque.

Nesta terça, 11, alguns parlamentares vão visitar o aterro para ver de perto a situação. Ainda na segunda-feira, 10, nas falas dos vereadores, principalmente a oposição, eles atertaram o governo municipal sobre os fatos e o risco que a municipalidade corre de ser interpelada pelo Ministério Público. Eles suspeitam que há centenas de toneladas de lixo que estão sendo jogados no aterro, sem o devido tratamento. Roque lembra que a população paga para que o material seja destinado adequadamente.

Roque apresentou uma tabela de valores que a prefeitura repassou nos últimos anos para a Ecofar, responsável pela destinação dos resíduos. Em 2021 foram R$ 10 milhões e em 2022, os repasses aumentaram para R$ 16 milhões. “Para cada quilo de material enterrado, a prefeitura paga. E esse material que está na superfície, a prefeitura paga?”, questiona. O parlamentar chega a levantar a hipótese de que o prefeito não deve estar sabendo do que está acontecendo no aterro. Ele diz ainda que o assunto já foi levado à secretaria do Meio Ambiente e aguarda uma solução.