Síndico do Residencial Alvorada I é preso por suspeita de extorsão e ameaça aos moradores
A Delegacia de Polícia Civil de Farroupilha desencadeou manhã desta segunda-feira, 12, uma operação policial que resultou na prisão preventiva do síndico do Residencial Alvorada I, de 44 anos, no bairro Monte Pascoal, em Farroupilha. Durante a ação, também foram cumpridos cinco mandados de buscas e apreensões, um imóvel em Arroio Sal foi bloqueado, cinco veículos foram apreendidos, totalizando cerca de R$ 450 mil. O síndico e o subsíndico foram afastados da gestão do condomínio.
A investigação iniciou há mais de um ano, quando moradores registraram denúncias relatando que o síndico ameaçava e constrangia quem não aderisse às regras impostas por ele no residecial. Durante as investigação, apurou-se cerca de 8,7 mil condutas passíves de serem enquadradas como crime. Os fatos apurados indicam suspeita em crimes como: Ameaça; Apropriação Indébita; Falsidade Documental; Extorsão; dentre outros.
Além dos supostos crimes praticados contra as vítimas, o síndico construiu um poço artesiano clandestino no condomínio, sem qualquer autorização sanitária e ambiental. Com isso, ele fornecia, em nome do condomínio, água a todos os moradores. Conforme o delegado de Farroupilha, Ederson Bilha, além de gerar exposição da saúde dos moradores, eram exigindas taxas de serviço, como se a água estivesse sendo fornecida pela Corsan.
Há também indícios de apropriação indevida dos valores do condomínio para fins particulares. Após assumir a gestão do Alvorada I, o suspeito criou esta empresa de zeladoria, portaria e limpeza e passou a prestar serviço ao próprio condomínio.
De acordo com a investigação, o suspeito era o síndico e recebia honorários por isso. Com a empresa que presta serviço ao residencial – pertence a sua esposa, mas os indícios apontam que era ele quem administrava – ele faturava mais de R$ 36 mil mensais, com fortes indícios de superfaturamento. Ele também, empregado da empresa da esposa, recebia R$ 1,6 mil mensais. Com isso, a Polícia Civil concluiu que o suspeito se auto remunerava de diversas formas, tendo como única fonte o condomínio que ele administrava.
Fotos: Divulgação/Polícia Civil de Farroupilha



