Gente que Faz: a convidada de hoje é a Gestora empresarial Gisele Sandri
A convidada do programa Gente que Faz, do sábado, dia 18 de abril, na rádio Miriam Caravaggio, 95,7 FM, é a gestora empresarial Gisele Sandri. Ela nasceu em Caxias do Sul e durante sua juventude e adolescência residiu no bairro São José. Ela tem 46 anos de idade e é casada há oito anos com Paulo Ricardo de Souza, não tem filhos. Em sua juventude sonhava em ser uma Médica Veterinária, mas não havia a faculdade em Caxias do Sul, por causa disso seu sonho foi sendo adiado. Então ela inicia sua atividade profissional aos 12 anos de idade como secretária em um escritório de advocacia.
Posterior a esse emprego, ela migrou para uma Indústria de Tintas, quando foi desafiada pelo proprietário, que sua ascenção de gestora da empresa estava condicionada a uma formação Acadêmica em Administação. Foi quando ela ingressou no Curso de Administração na Universidade de Caxias do Sul (UCS). No mesmo ano de sua formatura, a UCS cria o curso de Veterinária e Gisele entra em conflito, porque era justamente o que desejava, mas estava se formando a outro curso. O sonho novamente fica em compasso de espera. No entanto, na pandemia ela decidiu ir em busca do sonho, mas após cursar um semestre compreendeu que não era isso que estava reservado para ela. “Eu sempre gostei de animais, mas entendi que gostar é bem diferente do que trabalhar com animais”, revela. Foi quando trancou o curso e deletou de seu projeto de vida.
Gisele tem mais de 20 anos de experiência em gestão de empresas e atualmente atua como CEO da Multilight Lanternas. Ela também é especialista em Turnaround e em Administração Empresarial de Processos de Recuperação Judicial. É Bacharel em Administração de Empresas pela UCS. Desde 2004, desenvolve uma abordagem própria de gestão estratégica focada no desenvolvimento organizacional, eficiência e crescimento sustentável.
Gisele é autora de um artigo em que fala que a alta performace não está estritamente ligado ao talento. Ela formou esse conceito depois de muitos anos atuando na área de gestão, onde convive diariamente com os colaboradores e percebeu que os talentos precisam ser treinados.
Artigo: Alta performance não é talento
No ambiente corporativo, ainda é comum associar alta performance a talento nato, inteligência acima da média ou condições privilegiadas. Essa visão, além de limitada, ignora o que realmente sustenta resultados consistentes ao longo do tempo.
Alta performance não é talento. É construção.
Profissionais de resultado não se diferenciam apenas pelo conhecimento técnico, mas pela forma como organizam suas escolhas, comportamentos e rotinas. Talento pode abrir portas, mas não sustenta entregas consistentes em cenários complexos, competitivos e em constante mudança.
O primeiro diferencial está na gestão do ambiente. Pessoas de alta performance compreendem que o contexto influencia diretamente foco, produtividade e qualidade das decisões. Por isso, selecionam com critério seus ambientes de trabalho, relações profissionais e fontes de informação. Reduzem ruídos, organizam prioridades e criam condições favoráveis para a execução.
Outro fator decisivo é a autorresponsabilidade. Profissionais de alta performance não terceirizam resultados nem se apoiam em justificativas recorrentes. Assumem erros, corrigem rotas e mantêm compromisso com a entrega. Essa postura constrói credibilidade, acelera aprendizados e fortalece a confiança — ativos cada vez mais valorizados nas organizações.
A alta performance também depende da construção de um ecossistema funcional. Resultados sustentáveis não são fruto de esforço isolado, mas de sistemas bem definidos: processos claros, rotinas consistentes, métricas objetivas e relações alinhadas. Quem depende apenas de motivação oscila. Quem opera com método sustenta.
O cuidado com o corpo ainda é subestimado no mundo corporativo, mas impacta diretamente energia, foco e tomada de decisão. Profissionais de alta performance tratam saúde, descanso e rotina física como parte da estratégia de trabalho. Sem energia, não há foco. Sem foco, não há execução.
Na dimensão mental, a diferença se manifesta na forma de lidar com pressão, incerteza e mudança. Alta performance exige clareza de pensamento, estabilidade emocional e decisões não reativas. Profissionais consistentes não eliminam o medo, mas não permitem que ele conduza suas escolhas.
Por fim, há um elemento que sustenta todos os outros: propósito. Quando existe sentido no que se faz, a disciplina se mantém e o esforço deixa de ser pesado. Resultados passam a ser consequência, não obsessão.
No cenário corporativo atual, alta performance não é privilégio de poucos talentosos. É resultado de escolhas conscientes, método e constância.
Talento impressiona. Alta performance sustenta.
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