Gente que Faz: o convidado é o jornalista Márcio Serafini

O convidado de hoje, 21 de dezembro, é o jornalista Márcio Serafini. Ele tem 52 anos e nasceu em Caxias do Sul, é filho do ex-prefeito Mansueto de Castro Serafini Filho e Suzel Serafini (in memoriam).

Aos 19 anos Márcio estreava na redação da Folha de Hoje em meados de 1992. Diante da decisão dos partidos de realizarem todas as convenções eleitorais no último fim de semana do prazo permitido, Paulo Cancian (in memoriam), na época editor geral do jornal, recrutou alguns estudantes do recém – implantado curso de jornalismo da UCS – onde Márcio se formaria em 1997 – para completar a necessária força-tarefa.

Ele permaneceu na Folha de Hoje, considerada, uma escola de jornalismo até sua derradeira edição, em 31 de outubro de 1994. Márcio retorna ao Sistema Trídio de Comunicação, para atuar como comentarista esportivo da Rádio Caxias, entre 2007 e 2010. Quase dois anos e alguns frilas depois do fim (físico), entrou para o Jornal Pioneiro pelas mãos de Claudio Thomas, em substituição a Rafael Martini, que havia se acidentado de moto. Acabou  permanecendo, novamente beneficiado pela cobertura eleitoral. Repórter de economia, depois de esportes, área em que foi editor e colunista, sempre identificado com o apoio à dupla Ca-Ju. Teve o privilégio de acompanhar dois títulos gaúchos inéditos, Juventude em 1998 e Caxias em 2000, viu ainda o Juventude ser campeão do Brasil no Maracanã lotado em 1999.

Sua relação com a RBS atravessou duas décadas, comprovadas pela participação em quatro edições do prêmio Jubilados. Fui editor-assistente de esportes na Zero Hora em 2011, voltou para Caxias no ano seguinte pelas mãos de Roberto Nielsen e Luiz Fernando Zanini, participou da implantação da rádio Gaúcha Serra, ao lado do jornalista Daniel Scola e de Andressa Xavier, a quem Guilherme Pulita apelidou de Catarina por sempre atender o telefone dizendo “Gaúcha”. Fui apresentador, comentarista e coordenador de jornalismo da rádio, ao mesmo tempo em que assinava a coluna política Mirante no Pioneiro.

“Imaginei ter chegado em algo próximo ao ápice, se é que isso existe em nosso sacerdócio, ao assumir como editor-chefe do Pioneiro no começo de 2015. No mesmo ano, com apoio decisivo da firma, busquei a pós-graduação em Gestão Estratégica e de Marcas pelo ISE Business School, em São Paulo. Um telefonema do então diretor Matheus Carvalho interrompendo uma aula de Inglês matinal anunciou a guinada: uns malucos de Floripa estavam me querendo por lá. Sim, FLORIPA. Quem seria louco de recusar? Louco eu sou, mas aceitei. Assumi a coordenação da CBN Diário e, em 2016, vi os 20 anos de jornada na RBS terminarem não por saída minha, a firma é que saiu de mim ao vender as operações em Santa Catarina à NC com a gente tudo dentro”, conta.

Surgia a NSC Comunicação, da qual em 2017 Márcio passou a integrar o comitê editorial. O fim da linha veio em janeiro de 2021, quando foi desligado, juntamente com o jornalista renomado em Santa Catarina, Pedro Leite, “o cara da Itapema. Sim, fui demitido, e daí? Mais certo do que isso, em nossas vidas, só a morte”. Um telefonema do jornalista florianopolitano João Cavallazzi abriu uma nova fase. Márcio assume como secretário de comunicação do governador catarinense, por indicação do Maurício Locks e Ewaldo Willerding, para ser diretor de imprensa. Foram quase dois anos – até o fim do governo Moisés. Em fevereiro de 2023 retornou para Caxias para coordenar a Comunicação da prefeitura. Desde março deste ano, é gerente de Relações com a Comunidade da Codeca.

Entrevista: