Aqui é Meu Lar visita neste sábado a família Callegari que alia a atividade agrícola ao movimento sindical
A Miriam Caravaggio 95.7 FM, veicula neste sábado dia 09 de dezembro de 2023, o décimo programa “Aqui é Meu Lar”, com o tema “Pés no interior, olhos na cidade. Volta às origens” O tema aborda pessoas que vivem no interior e estudam na cidade, ou que por muito tempo tiveram uma vida urbana e decidiram ir para o interior produzir, nascidos, ou não no interior. Neste sábado o programa vai à Capela de Monte Bérico (2º Distrito de Farroupilha), para conversar com a família Callegari, que tem em sua atividade a agricultura, sindicalismo e a convivência familiar.
Em uma área de doze hectares e meio, o Engenheiro Agrônomo, sindicalista e agricultor, Adriano Callegari, cultiva junto com o pai Francisco, a mãe Maria Lovison Callegari e a esposa Luciana Zangali, cinco hectares de uva, mais de um hectare de pêssego, ameixa e milho para o consumo doméstico. A família ainda tem uma porção de terra arrendada de terceiros para ampliar a plantação. As variedades de parreiras cultivadas são: isabel, bordô, niágara rosada (coberta), lorena e carmem, que rendem em torno de 100 mil quilos ao ano. O pêssego chega produzir anualmente 25 mil quilos, das variedades chimarrita, pêssego do cedo e BRS Facínio. A produção de uva é entregue para a Cooperativa Nova Aliança e as demais frutas vão para terceiros, que distribuem no mercado regional.
O dia a dia de Adriano começa muito cedo ajudando na propriedade nas mais diversas demandas, como pulverizar, podar, colher e tratar. Na função de Tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Farroupilha (Sintrafar), ele segue o dia no expediente integral na entidade, durante os cinco dias da semana e representando a entidade em eventuais situações e na coordenação da área técnica. O dia encerra quando ainda executa algumas tarefas pendentes na propriedade. Ele conta que no início dos anos 2000 se associou ao sindicato e os diretores da época convidaram para participar de palestras técnicas e eventos da entidade. “Ali começou me abrir os olhos, eu disse, que legal, uma ferramenta de luta, aí fui me engajando, participando e atualmente estou dentro desta questão da tesouraria do sindicato”, lembra.
Quando Adriano concluiu o Ensino Médio, não via possibilidades de seguir em frente com os estudos. Então se dedicou ao trabalho da agricultora conforme orientação do pai, deixando a escola de lado devido as dificuldades. Nesse tempo sua irmã desejava estudar e Adriano a aconselhou seguir o caminho que ele a ajudaria. Ela se formou em enfermagem e quis a mesma sorte para o solidário irmão. No dia que se formou, com o canudo na mão disse, ‘agora é tua vez, tem Agronomia em Caxias, curso novo, vai lá’. Antes só existiam cursos na área em Passo Fundo e Porto Alegre.
Hoje Adriano é uma pessoa realizada por ter se encontrado na Agrononia e por ser uma área que gosta muito, diz ter no sangue o ofício do interior. Muitas vezes por estar no sindicato e diante de determinadas necessidades, ele coloca seus conhecimentos a favor dos agricultores de forma voluntária. Ele garante que a Agronomia abriu muitos horizontes no modelo de produzir, não se limitando somente a informações que vinham de outras fontes, sem que pudesse fazer a comparação do que é possível absorver ou não, dentro da produção e na atividade agrícola.
Adriano comemora as transformações na agricultura, cuja tecnologia trouxe muitas vantagens para a atividade, onde o agricultor deixa de lado o trabalho braçal e as ferramentas manuais, para o uso de maquinários modernos e mais eficientes, com potencial de diminuir a mão-de-obra e proporcionar melhor qualidade de vida. “Agora tu tem, um tratorzinho, lavra, planta, cuida, pulveriza e vê os resultados. Não tem explicação a mudança que é em relação àquela época para agora”, compara. Como um modelo de sucessão rural, Adriano entende que a sociedade precisa valorizar mais a agricultura para que o jovem se sinta motivado a permanecer na atividade rural. Para ele, essa mudança começa basicamente na família, a qual precisa romper alguns paradigmas paternalistas, e o ente público desenvolver políticas públicas mais voltadas ao incentivo, para que o quadro mude e os jovens permaneçam. Ele aconselha ter esperança e acredita que a agricultura tem futuro, pois são bilhões de habitantes que precisam do alimento.
Luciana Zangali, 36 anos, é natural de Nova Milano e desde que se casou com Adriano, há 13 anos, mora em Monte Bérico. Atualmente ela trabalha na Vinícola Basso Vinhos e Espumantes. Nos horários livres entre a Vinícola e a casa, ajuda na propriedade nas atividades em demanda. Ela conheceu Adriano quando estudava no Colégio São Tiago, tendo como cupido uma de suas amigas de escola que a apresentou. Na época Luciana tinha 15 anos e os primeiros contatos com o futuro marido ocorreram por cartas, mas em 2010, decidiram contrair matrimônio. Há seis anos nasceu o único filho até agora, Artur Callegari.
Francisco Callegari nasceu em Monte Bérico e foi criado na mesma propriedade onde permanece e sempre ajudou o pai na agricultura. Seu avô migrou da Itália para o Brasil e seu pai se criou na mesma propriedade. Apesar de muito trabalho, Francisco conta que nunca passou fome, mas a ordem no seu tempo de infância era trabalhar, sem que nunca tenha faltado a fé, pois todos os meios-dias tinha que rezar pelo menos uma Ave Maria e à noite o terça era ato sagrado na família. Lembra que quando morava com os pais, enquanto a mãe lavava a louça, recitava o terço. Uma das suas principais atividades quando jovem era encilhar as mulas para ir à roça com o pai fazer a colheita. Francisco sente-se orgulhoso de hoje ter o filho trabalhando junto na propriedade e comemora as facilidades que a tecnologia trouxe para o trabalho no interior.
Maria Lovison Callegari é natural de Mato Perso, em Flores da Cunha e casada com Francisco há 44 anos. Conheceu ele nas festas e bailes na região. Ela conta que no início havia muitas dificuldades, mas hoje morando com a nora, o neto e o filho, viu sua vida melhorar. Sua atividade atualmente é cuidar do neto, ajudar em algumas tarefas no pomar e nos afazeres domésticos. Ela comemora a convivência familiar e se sente muito feliz de ter o neto Artur morando junto, como seu xodó.
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